cultura para inglês não ver

Bonito. Mas vinha no lugar do meio espremido entre pessoas a uma Oreo da obesidade mórbida.

Viajar ao preço de uns cafés

image

Os saldos chegaram mais cedo, e desta vez vieram de avião. A Ryan Air, na sua mais recente campanha, está a promover passagens por apenas 9,99 euros para alguns dos principais destinos da Europa. Para isso, basta reservar até à meia-noite da próxima Terça-feira um lugar nos voos a realizar entre 12 de Novembro e 31 de Janeiro (segundas a quintas).

10 euros nos separam da Europa. Dinheiro contado? Bebe menos cafés, vale a pena o esforço ;)

Entre os principais destinos, por menos de 10 euros podes ir do Porto para:

- Barcelona

- Paris

- Bordéus

- Dole

- Faro

- Valência

E ainda de Faro para:

- Porto

- Nantes

- Maastricht

Em cima deixamos o quadro com as indicações de segurança, não queremos que percam tempo com pormenores. Boa viagem.

Keywords:  

Informação sobre voos do Porto para a Europa AQUI

Informação sobre voos de Faro para a Europa AQUI

Fonte da imagem: http://pam92.tumblr.com/post/28396590960/goodbye-rainy-england-england-fly-ryanair

Queridos, mudámos de casa

image

image

“Nós abrimos geralmente às 12h, ou às 13h. Às vezes, tarde, como às 14h. Nós fechamos às 24h ou às 23h. Às vezes, cedo, como às 18h. Às vezes a gente nem abre”.

Quem assina é Honorato, dono de um cantinho no Príncipe Real, onde, há quase um ano, nasceram os melhores hambúrgueres artesanais de Lisboa. Não é exagero, é somente bom tempero.

O sucesso, imensurável, acabou por catapultar aquele pequeno anexo de hambúrgueres na chapa para uma loja de maiores dimensões, agora enraizada no número 33 da Rua da Palmeira e, mais importante que tudo o resto, com um horário fixo.

Do meio-dia, à meia-noite. Todos os dias.

Muda-se o espaço, não se mudam as vontades: a ementa recupera o melhor da anterior, com especial destaque para o hambúrguer Honorato, e adiciona os beirutes às opções. Também o espaço guarda a essência do primeiro, de onde herdou, por exemplo, as mesas e cadeiras de pé alto. Com maior capacidade do que aquela que as cadeiras sugerem, o objetivo é mantê-lo tão acolhedor como a primeira casa.

Contra a corrente, digo, contra a crise, os hambúrgueres do Honorato são mais um prova de que as boas ideias têm pernas para andar, e de que as gentes de hoje ainda se conquistam à mesa.

Fonte das imagens: fotografias retiradas do facebook da marca.

2 Out // Um mês sem MP3’s no Metro

image

image

image

Portas fecham, portas abrem. Ao compasso do ritmado sapateado que percorre os afluentes corredores de um Cais do Sodré em hora de ponta, uma remota multidão antecipa-se sobre si mesma. Tudo aquilo é um jogo de ultrapassagens que arruma qualquer Estrada Nacional a um canto. Vê-se uns quantos a passo de jogging. Outros, mais atrasados, desenham curvas e ganchos apertados, que tantas vezes acabam numa escada rolante que deixou de funcionar. O Metro é isto, uma épica jornada de stress, na luta por um modesto metro quadrado na carruagem que nos levará ao destino.

E que tal um pouco de música?

Um pouco, tipo um mês.

Será porventura o mais improvável de todos os palcos, o Metro. Mas porque quando de música se fala, valores mais altos se levantam, tomem lá nota: de 1 a 27 de Outubro, há festival debaixo de terra. MP3s, para que vos quero? Soltem o festivaleiro que (não) existe em vós, abandonem o conforto dos “popós” e venham usufruir deste outrora transporte, agora concerto ambulante.

O nome de batismo é Festival Música a Metro. Entre showcases móveis, concertos intimistas, entrevistas e happenings, serão mais de 40 iniciativas em quatro das mais movimentadas estações de Metro de Lisboa, a saber, Cais do Sodré, Marquês de Pombal, Campo Grande e Aeroporto. Uma nota, aqui, para os showcases: que se cuidem os adeptos do sudoku nos lugares sentados, já que em Outubro até nas carruagens haverá concertos a preencher a melancolia de uma ida para o trabalho.

Ainda há dúvidas? É ir!

Um conceito que prima pela diferença, numa tentativa de encurtar as arestas que separam pessoas, música e cidade. Para já, o projeto vai contando com a ajuda de um cartaz ambicioso, que inclui nomes como António Zambujo, Youthless, Filho da Mãe, We Trust e Long Way to Alaska, entre outras jovens-promessas da música portuguesa.

Sem patrocínios nem tão pouco quaisquer fins lucrativos, o Música a Metro foi alavancado por um conjunto de parcerias com músicos, editoras, promotoras, escolas de música e diversos meios de comunicação que abraçaram a ideia num regime voluntário.

Nós, contribuintes de uma estatística que regista 3 milhões e meio de entradas diárias no Metro, teremos de fazer o resto. Um bilhete de ida com a promessa de ser de volta é o que podemos esperar.

Eu vou.

Fonte das imagens: https://www.facebook.com/FestivalMusicaAMetro

Hoje há música no Metro

image

É bom, e é “grátes”.

O mais importante está dito.

E quando um sentenciador “só vou se não pagar” nos arruína um programa de Sábado à noite? Quantas vezes? Experimentem contar. Madrasta crise, esta. Enquanto as carteiras vão emagrecendo, o desejo de espairecer do trabalho vai engordando, deixando uma equação nada simpática por resolver.

Chega de lamentações, há solução: música.

Gratuito e barulhento, é o prato do dia. Onde? Na PT BlueStation, a re-baptizada estação da Baixa-Chiado que completa, hoje, o seu primeiro natal. Apesar da tenra idade, a festa já mete barulho! Barulho, do bom. E português.

Começa às nove da noite, com Filho da Mãe, que serpenteando entre o acústico-instrumental e a guitarra clássica de Carlos Paredes nos trará o seu novo disco “Palácio”. Rui Carvalho, o seu verdadeiro nome, não é um estranho qualquer. Conhecido do público pelos seus rasgados acordes nos If Lucy Fell e nos I Had Plans, onde trava uma música mais rockeira, debruça-se agora na guitarra portuguesa, demonstrando uma crueza asfixiante na forma como trata o instrumento por tu. A ligação com aquele braço de cordas sugere mesmo algum parentesco musical com Norberto Lobo. Aqui está, pois, uma oportunidade de ficar a conhecer a sua sem-igual electricidade e destreza na guitarra, sendo sempre difícil perceber onde acaba o corpo do homem e onde começa o instrumento. É caso para dizer, que filho da mãe!

Uma hora depois, às dez, entra em cena outra guitarra, com o mesmo bom gosto da primeira. Frankie Chavez. No seu jeito “one man band”, Chavez promete trazer na bagagem o seu blues/folk oscilante entre ambientes limpos e psicadélicos, deixando para cada um a definição da sua música. Não há conceito, é apenas muito boa. As influências, diz o próprio, andam à volta de Robert Johnson, Jimi Hendrix e Ry Cooder. Já é uma pista.

A partitura está completa. Programa melhor? Duvido. Marquem já nas agendas, “Logo à noite a PT BlueStation faz anos”, e é tudo por conta dela. Levem boa disposição, que é o que o anfitrião normalmente pede. O resto, é com eles.

Acordes. Portugueses. Grátis. Soa a música para os nossos ouvidos.

Fonte da Imagem: http://hype.mruiandre.com/2012/09/em-outubro-ha-musica-no-metro/

Sintra em Lisboa

image

image

image

Fim do dia. Exausto. Faminto. Engana-nos a ciência quando diz que o dia mais longo do ano é o Solstício de Junho. O mais longo deles todos, o que teima em não acabar, é o primeiro dia de trabalho, a seguir às férias.

“Apetecia-me mesmo um travesseiro”, disse eu. “Diabos, daqui a Sintra ainda é um bom bocado”, atirou o outro. Entra um terceiro em cena, nas didascálias dir-se-ia que reagiu pasmado, “Mas quem disse que é preciso ir a Sintra para comer um bom travesseiro?”.

Foi assim. Na verdade, fomos enganados. Não comemos apenas um bom travesseiro, comemos o melhor.

O final feliz deu-se logo ali, no número nove da Rua da Horta Seca, numa casa de seu nome P Chiado. De onde vem o P, não sei. Talvez de poupar: agora, para comer um bom travesseiro da Piriquita, estamos livres de fazer os sempre tão chatos (para a carteira, sobretudo) quilómetros da IC19. Fica logo ali, à porta do Largo de Camões, perto de tudo menos dos dispendiosos euros em gasolina que tantas vezes nos faziam desistir do Plano Travesseiro. Finalmente, austeridade que vale a pena. Troika, mete os olhos nesta gente!

E ali está ele, igual a si mesmo, com o seu sem-par recheio de amêndoa, envolvido pela já tradicional massa folhada, sintrense como sempre, mas mais perto do que nunca. (Suspiro). Que bem que este êxodo lhes fez! Mas nem só de travesseiros vive o P Chiado. Também ali se vendem as não menos famosas queijadas de Sintra, os agora franchisados pastéis de nata, as melhores empadas da Linha, entre muitos outros doces. O serviço, esse, acompanha a qualidade do que se serve: são genuínos, os tipos.

Para aqueles que vivem num desdobrável de compromissos, fica mais fácil: o Chiado é já aqui ao lado. E por mais médica que a visita seja, naquele cubículo vizinho ao Bairro Alto nunca se deixa de sentir o sabor a Sintra.

De segunda a sábado, das 9h às 20h, os travesseiros são também de Lisboa. E nós deles, pelo menos enquanto a balança deixar.

Fonte das imagens: https://www.facebook.com/PChiado/info.

2 Ago // Verão não é só mergulhos e Adam Sandler

image

image

image

image

image

image

Diz a sabedoria popular que são os “amores”. Adaptemos: “filmes de Verão enterram-se na areia”. Afinal, o que é um filme se não uma relação amorosa com a tela durante os pelo menos 90 minutos em que somos só nós e a película? Inspirado.

Na estação quente a fórmula é uma, e uma só: o happy ending. Com algumas variações, uma metragem que siga a ementa-base da comédia (romântica ou não) tem toda a embalagem para virar blockbuster. Dear John e Eat Pray Love que não nos oiçam. Quanto ao segundo, faço mea culpa, a performance de Julie Roberts nos tons quente-sépia de Itália é guilty pleasure.

“Já deixavas os estrangeirismos”, disse-me o opinativo aqui ao lado.

Adiante. Onde é que eu ia? Ah, sim, “filmes de Verão enterram-se na areia”. Mas nem todos. É contra a corrente que surge este Moonrise Kingdom, do irreverente Wes Anderson. Digo irreverente, na linha do politicamente correcto. O tipo é mas é indiferente! Indiferente às massas que condenam os filmes da temporada balnear a meros bloopers de Domingo à tarde, que outrora dariam bons pacotes de Verão nas videotecas.

O filme é, todo ele, um hino ao surrealismo e ao eufemismo, satirizado no contexto dos 60s. Uns, cépticos, chamar-lhe-ão uma grande dose hipster de Wes Anderson. É mais fácil ser do contra, digo eu. Acima de tudo, Moonrise Kingdom é um reino de amor precoce onde duas crianças, diferentes onde são iguais, planeiam uma fuga às suas asfixiantes realidades. Fuga essa, diga-se, atípica. Não é uma mera escapadela na idade do porque-sim, com regresso “seis horas depois como em 95% dos casos”. Aquelas dois seres fogem em consciência, numa novela ironicamente datada na idade destes personagens.

Bill Murray, Frances McDormand, Edward Norton e Bruce Willis completam o bolo com interpretações seguras, mas nunca geniais. Talvez o terceiro melhor que os outros. Intimista, o filme cumpre e deixa vontade de conhecer o resto de Wes Anderson, especial à sua maneira.

Enfiem as comédias-tipo à la Adam Sandler no bolso e vão. Vão. Vão descobrir o espaço de Wes Anderson, algures por entre aquele areal onde duas crianças encontraram, ao som do vinyl, Moonrise Kingdom.

Keywords: Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=oOTg7mn8vgM

17 Jul // Crónica de uma visita anunciada

image

Fonte da imagem: http://umafotografiaumahistoria.blogspot.pt/ 

7:30. Cheira a madrugada, talvez a Lisboa. O dia começou na Estação Ferroviária do Rossio, o ponto de encontro. Dali, arrancámos para o ducentenário Café Nicola, onde em tempos Bocage escrevia, e onde agora, nós, bebemos o café da sua poesia. Café à antiga, para começar o dia. Rimou? Quem rima sem querer, é amado sem saber. Vamos, é por ali, quem nos espera é a teia pombalina. Serpenteamos. Do Chiado à Bica, a manhã traduz-se em Woody Allen: “a cidade não se vive em museus, vive-se nas ruas”.

São 14:15. Perdemo-nos nas horas. Almoço no Martinho da Arcada, o mais antigo café lisboeta, e também o preferido de Pessoa. Enquanto saboreamos uns miminhos à Martinho, a especialidade, corta-se no horizonte o porto onde em tempos desembarcou o Mundo, desenhado por Portugal. Imaginamos a coisa.

A tarde pertence a Alfama. Egoísta. Desafiamos o relógio, fazemo-nos até à Mouraria, à Graça e a todas as artérias que vascularizam o Castelo, imponente, lá em cima, de onde vemos Lisboa e Lisboa nos vê a nós.

O Sol ameaça deitar-se. Ainda a tempo, subimos o Elevador do Lavra até à Esplanada do Torel, camuflada no Jardim com o mesmo nome. Vemos o pôr-do-sol. Estamos numa das 7 colinas, cheira a Lisboa, outra vez.

Pica-se qualquer coisa por ali, antes do jantar, típico, nas casas portuguesas onde melhor se come: as dos avós. Um cozido à portuguesa, bem regado e com boa companhia. Luz intermédia. Ouvem-se as histórias do ultramar, entre tantos dedos de boa conversa… Portugal é, sobretudo, destes “egrégios avós”.

A noite, já longa, prolonga-se. Não há plano. Começamos no Bairro Alto, acabamos onde for.

Lisboa é isto, é saber receber quem a quer conhecer.

6 Jul // Cocktail de dois sabores

image

image

image

image

image

image

Fonte das imagens: Fugas, Público

Não concordo com o convencionalismo do “enquanto trabalho não tenho tempo para nada”. Talvez seja porque ser do contra tem muito mais piada, não sei. Agendas à parte, o bom de estarmos ocupados é nem sequer haver a possibilidade de sobreposição de horários. Trabalhamos, ponto final. 

Já o Verão, esse sacana, não perdoa; é exímio nesta ingratidão para com as agendas. Quantas vezes não queremos ir “cafezar”, mesmo não gostando de café, mas já tínhamos um jantar marcado na casa daqueles amigos de amigos de conhecidos. “Inventa uma desculpa”, diz o outro. O processo natural da coisa diz-me que no Verão acabamos por prescindir de metade do que queríamos fazer.

Para mim, o pior é quando não me deixam comer um gelado. “Infantil!”, pensaste tu.

Não devo ser o único, já que a ouvir as minhas preces estavam o Lux e o Santini quando se fundiram no Luxini, o melhor gelado deste Verão em forma de cocktail. Verdade. Menos 2 grandes problemas na agenda, já que agora discoteca e gelataria são palavra comum, facilitando em muito o processo de decisão. Políticos, ponham os olhos nesta gente.

Voltando à nata do assunto, são seis novos cocktails com gelados Santini à base de vodka ou gin. Cinco criações, feitas à base de vodka (Grey Groose), a saber: manga / limão, maçã verde, alecrim, limão ou morango. Quem prefere gin (marca Hendrick’s) pode optar pelo cocktail-gelado com pepino. O sítio? O melhor terraço da noite lisboeta, o do Lux.

O slogan fala por si: “I scream for you”. Um trocadilho que enfatiza o binómio discoteca-gelataria, onde se grita (scream) por gelados.

Perde-se a bolacha, ganha-se o copo. Que a noite se prolongue, que em cocktail aquilo nem é menino para derreter… 

Keywords: Todas as sextas-feiras e sábados a partir das 23h, no terraço do Lux